segunda-feira, 22 de agosto de 2011

How do you feel?


O Poço das Sombras - Juliet Marillier

Em missão secreta na Irlanda por ordem do Rei Bridei de Fortriu, Faolan tem também de dar a notícia da morte de um bravo guerreiro. Porém, o principal assassino e espião de Bridei tem de enfrentar os demónios do passado sombrio da sua família com resultados inesperados. Quando segue o rasto de um poderoso clérigo cristão que pode ser uma ameaça para a estabilidade do reino pagão de Bridei, Faolan torna-se responsável por uma criança, um cão e Eile, uma jovem perturbada e desconfiada. Para Eile, a viagem a Fortriu é uma confrontação. Acostumada a uma vida de privações e labuta, a jovem vê-se perante um mundo estranho, cheio de lições novas, onde o principal desafio é aprender a confiar nas pessoas. Na corte de Bridei, em Monte Branco, notícias perturbadoras vindas do reino vizinho de Circinn, levam o Rei a convocar a conselho os seus chefes-de-guerra. Após o desaparecimento do principal conselheiro de Bridei e a morte trágica de uma jovem criada, a ameaça provocada pela influência cada vez Maior da Cristandade parece ser o menor dos perigos...Faolan provou que é humano, cheio de emoções e do seu sentido de lealdade.
Eile, é uma jovem violentada que acredita que apenas pode contar em si própria, mas que ao longo da sua viagem aprende a confiar em Faolan.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lenda de Escorpião e Orion

Na mitologia grega, todas as lendas contém invariavelmente uma referência a Orion. Este era um grande caçador e gabou-se à deusa Ártemis e à sua mãe Leto que iria conseguir matar todos os animais à face da Terra. Apesar de Ártemis ser também conhecida com uma grande caçadora, ofereceu protecção aos animais. Ela e sua mãe enviaram então um escorpião para fazer frente a Orion. A batalha entre os dois foi de tal forma visível que Zeus enviou o escorpião para o céu e, a pedido de Ártemis, enviou também Orion, mas para um ponto diametralmente oposto, para que os dois nunca se encontrassem e para que todos os mortais se lembrassem sempre dos malefícios do excesso de orgulho.
Uma outra lenda conta que o escorpião foi enviado por Apolo, irmão gémeo de Ártemis, para matar Orion por ciúmes da relação deste com sua irmã. Após a morte de Orion, Ártemis pediu a Zeus que o enviasse para o céu. Assim, durante o Inverno, Orion caça no céu mas quando chega o Verão chega também o Escorpião, pelo que Orion se esconde. 
Constelação de Orion
Constelação de Escorpião

Lenda da Ursa Maior

Segundo a mitologia grega, Zeus apaixonou-se por Calisto, a bela ninfa dos bosques e companheira de Ártemis. Zeus ficou de tal modo fascinado pela sua beleza que, para se aproximar dela, tomou as feições de Ártemis. Calisto acolheu Zeus sem desconfiança mas, quando reconheceu o seu erro já era tarde demais, e concebeu dele um filho que se chamou Arcas. Hera, esposa de Zeus, ficou furiosa e castigou Calisto transformando-a numa ursa. Um dia, a irreconhecível Calisto e Arcas encontraram-se. Calisto abriu os braços para acolher o filho mas este, julgando-se atacado pela gigantesca ursa, preparou-se para a matar. À última da hora, Zeus evitou a tragédia e transformou Arcas num pequeno urso, arrastando ambos para os céus. Hera, contudo, empurrou os dois para perto do Pólo Norte onde as estrelas são sempre visíveis — assim nunca teriam descanso. Arcturo, a brilhante estrela do Boieiro, ficou de guarda às ursas para que não se afastassem do gélido pólo. 


segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que estou a ler!

Depois de O Espelho Negro, vou começar a ler o segundo livro das crónicas de Bridei: A Espada de Fortriu

O reino de Fortriu gozou de cinco anos de paz desde que Bridei chegou ao trono. Agora, o rei prepara-se para uma guerra há muito esperada que, segundo pensa, banirá para sempre do Ocidente os invasores Galeses. A princesa Ana, refém de Fortriu desde a sua infância, é enviada para Norte, para se casar, estrategicamente, com um líder que nunca viu, e com isso ganhar um aliado no qual se baseia a vitória de Bridei. A sua escolta é conduzida por um homem que ela despreza: o enigmático Faolan, assassino e espião de Bridei. A expedição é infortunada e, quando Ana chega junto do líder a quem fora prometida, numa fortaleza perdida nos Bosques de Briar, ela não se sente à vontade.

Trata-se de um lugar cheio de segredos.

Quando Ana descobre um prisioneiro mantido na mais austera reclusão, é confrontada com uma conspiração de silêncios. Entretanto, Faolan percorre um delicado caminho entre a lealdade e a traição.

As forças de Bridei marcham para o campo de batalha. Mas aos que ficam para trás é revelado que o seu rei marcha em direcção à derrota e, mais do que isso, o espera a morte certa. Só um mensageiro é capaz de o alcançar a tempo, mas chamá-lo porá em perigo o que é mais querido para Ana.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Espelho Negro de Juliet Marillier

O que estou a ler!
 O Espelho Negro é o primeiro livro da saga As Crónicas de Bridei, que é narrado no reino dos Pictos (Escócia), em meados do séc. VI, descrevendo o percurso desde a infância até à maturidade do jovem Bridei, criado pelo poderoso druida Broichan que tem como missão ensiná-lo e prepará-lo nas artes da guerra e da erudição. Bridei, será testado tanto no mundo dos homens como no mundo mágico dos Good Folir, em uma guerra desleal onde a confiança e a traição são separadas por estreitos caminhos por onde ele passará.

Bridei cedo aprende a conviver com o medo e a solidão. Mas quando acorda no meio de uma noite de inverno gelada e encontra uma criancinha na soleira, recolhe-a e agradece aos deuses essa dádiva de uma companhia, o que definitivamente vai determinar o seu futuro. Atrapalhando os planos de seu pai adotivo o druida Broichan e seus conselheiros, pois aquela criança nada mais é que uma filha dos Good Folir (Boa Gente) que vive não somente no mundo dos homens e que faz as suas próprias regras, conforme seus interesses e necessidades. Mas nem Bridei e a menina Tuala estão dispostos a escutar a voz da razão e um forte sentimento de protecção e amizade logo se enlaça, formando-se mais tarde não mais aquele sentimento que se tem entre irmãos, mas num amor que um homem e uma mulher sente...

Juliet Marillier nos apresenta um poderoso romance sobre dever, destino e desejo. Com suas soberbas descrições o leitor viaja em um mundo simples e ao mesmo tempo complexo, onde as florestas e seus grandes lagos muitas vezes escondem a sua própria força e magia.

Os personagens com suas características expressivas tão peculiares, são sem dúvida nenhuma o grande destaque deste livro. Juliet  descreve-nos em várias formas o amor, a amizade, a lealdade, a tolerância e a compreensão, comprometidos por uma força maior, totalmente transcendentes. Há certas coisas na nossa vida, que muitas vezes não se têm como expressar somente em palavras, exactamente por serem sentimentos tão puros e imaculados, mas Juliet Marillier com toda sua mestria conseguiu exactamente retratá-los!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Charlie Chaplin


Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.

Charlie Chaplin

quarta-feira, 30 de março de 2011

Audrey Hepburn


I believe in pink. I believe that laughing is the best calorie burner. I believe in kissing, kissing a lot. I believe in being strong when everything seems to be going wrong. I believe that happy girls are the prettiest girls. I believe that tomorrow is another day and I believe in miracles.


I love people who make me laugh. I honestly think it's the thing I like most, to laugh. It cures a multitude of ills. It's probably the most important thing in a person.

It's that wonderful old-fashioned idea that others come first and you come second. This was the whole ethic by which I was brought up. Others matter more than you do, so 'don't fuss, dear; get on with it.'
Audrey Hepburn

Let's face it, a nice creamy chocolate cake does a lot for a lot of people; it does for me.

Audrey Hepburn

Nothing is impossible, the word itself says 'I'm possible'!
Audrey Hepburn


The beauty of a woman is not in a facial mode but the true beauty in a woman is reflected in her soul. It is the caring that she lovingly gives the passion that she shows. The beauty of a woman grows with the passing years.
Audrey Hepburn


You can tell more about a person by what he says about others than you can by what others say about him.
Audrey Hepburn





sexta-feira, 11 de março de 2011








30.

Já a luz se apagou do chão do mundo,
deixei de ser mortal a noite inteira;
ofensa grave a minha, que tentei
misturar-me aos duendes na floresta.
De máscara perfeita, e corpo ausente,
a todos enganei, e ninguém nunca
saberia que ainda permaneço
deste lado do tempo onde sou gente.
Não fora o gesto humano de querer-te
como quem, tendo sede, vê na água
o reflexo da mão que a oferece,
seria folha de árvore ou sério gnomo
absorto no silêncio de uma rima
onde a morte cessasse para sempre.


António Franco Alexandre
Duende

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Louco


"Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:

Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."


in "O Louco" de Khalil Gibran

Foto de António Rodrigues
www.olhares.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

before you sleep

 www.olhares.com

I hate that thing that happens right before you sleep.

Every mistake you've ever made, every word you wish you never said, every moment that made you cry rushes through your head

And all you can do about it is cringe and pretend it all never happened.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As Palavras!


"São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?"


Eugénio de Andrade

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Há palavras que nos beijam


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neil

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Carta de uma Marionete


“Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam e como desfrutaria um bom gelado de chocolate!Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti e uma canção de Serrat seria a serenata que eu ofereceria à Lua!Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida...não deixaria passar um só instante sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor.Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria de aprender a voar sozinha. Aos velhos ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento.Tantas foram as coisas que aprendi com vocês, os homens! Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está em subir a encosta...Aprendi que, quando um recém-nascido aperta, com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o tem agarrado para sempre.Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se...São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me irão servir realmente de muito, porque, quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer...”

Confused or not!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Riso!


"Existe uma história sobre os Deuses Gregos. Como estavam entediados, decidiram inventar os seres humanos, mas continuaram entediados, e então inventaram o amor. Deixaram de estar aborrecidos, então decidiram tentar o amor entre eles. E finalmente inventaram o riso, para que pudessem suporta-lo."

No Thoughts.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Não me farto deste poema...


22.
é mais fácil de longe imaginar
o que seria ter-te aqui presente
do que seria ter-te e não saber
com que forma de corpo receber-te.
Talvez um amplo véu oriental
ou o brilho mental de uma armadura
me deixassem arder sem ser molesto
no lume horizontal de uma figura.
Se te vejo, já está o meu desejo,
enquanto estavas longe, satisfeito;
no teu olhar encontro tudo quanto
à altura do amor é mais perfeito.
E no entanto, perto, fico incertos
e não é melhor bem o que imagino.

António Franco Alexandre, Duende

Fotografia - Autor: R de Rien em www.olhares.com